Sexta-feira, Fevereiro 28, 2003
ONDE É QUE VOCÊ VAI PULAR CARNAVAL?
Com os dois pés no peito de quem me fizer esta pergunta...!
Este blog, de onde tirei esta resposta espetacular, vale dar uma olhada. Seu nome: Ódio.
posted by Chico |
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Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003
Se por um lado, temos um anti-americanismo rasteiro auto-explicativo de tudo e para tudo, por outro imitamos só o que eles tem de mais imbecil. A última é a moda, dentro do politicamente correto que assola este país de há muito, de impôr cotas. Já fizeram lei para as universidades cariocas. Logo, logo, teremos em todo o país.
Sendo assim, faço minha parte nesta esquizofrenia coletiva e proponho as seguintes cotas :
1) 50% das vagas em academias para gordos, e esses serão obrigados a frequentarem. Assim, teremos uma nação mais saudável e sem aquela horrível desigualdade de pesos que nos assola. Se de um lado o Fome Zero pretende alimentar, por outro emagrecemos os privilegiados em calorias. E desta forma, ninguém poderá argumentar que atuo em causa própria, eis que faço parte, infelizmente, do time dos gordos. Ainda que um gordo leve.
2) 50% das cadeiras dos cinemas reservados para analfabetos, somente nos filmes estrangeiros legendados. De uma vez só, cultura e educação. Caso perguntem de que forma os analfabetos conseguirão aprender a ler as legendas, sem aula, responda que vale o mesmo princípio das cotas em universidades. Pouco importa o quanto se saiba, o que importa é se você faz parte dos judiados pela vida, e portanto, tem direito. P.s.: nos filmes nacionais não adiantaria colocar cotas, porque a procura é pequena e tem lugar para todo mundo, felizmente.
3) 50% das vagas para deputados federais e senadores para oriundos dos sanatórios. E vice-versa. Assim, os pobres loucos diagnosticados não serão discriminados absurdamente pelos sãos. Não duvido que o nível político melhore...
Pronto, cumpri minha parte. Agora, só falta me declarar negro...
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21:57 Comentários:
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Segunda-feira, Fevereiro 24, 2003
Nunca gostei de militares. Claro, em razão da ditadura. Com o tempo, aprendi a respeitá-los. Claro, desde que fiquem na deles. Contudo, daria tudo para ser um desses atiradores de elite americanos, lá no Iraque. Meu alvo: escudos humanos. De preferência, brasileiros. Obtendo sucesso, desertaria. E se pudesse, ainda trazia a cabeça de um e colocava na entrada da minha casa, deixando-a com um sorriso nos lábios. Creio que minhas visitas entenderiam o recado. E não se preocupem, eco-malas de merda, eu deixaria bem visível o selo que certifica não se tratar de espécie em extinção.
posted by Chico |
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Terça-feira, Fevereiro 18, 2003
Diogo Mainardi, na Veja desta semana, falando sobre a guerra no Iraque, disse que se todos os brasileiros estão de acordo em relação a alguma coisa, essa coisa só pode estar errada. Não chego a tanto, mas fico com o velho Nelson Rodrigues, e sua famosa frase: toda unanimidade é burra. Que aliás, de tão famosa, ironicamente se tornou unânime...
Com efeito, não há vozes dissonantes por aí. Fora o Mainardi, não vi ninguém defendendo ou ao menos justificando a guerra, ou ainda, apontando algo de bom (e há) nela. E acho isto muito perigoso. Sempre, quando não há debate, perde-se algo. Mas não pensem que vim aqui defender a guerra. Longe disto. Sou contra também. Só que não tenho nada para falar, que já não esteja sendo dito, mais e melhor. Já os Jabores desta vida, que mesmo não tendo e não sabendo o que falar, e ainda achando que são o máximo, desancam a falar do que sequer compreendem...
Agora, uma das coisas que me chamam a atenção é a forma como tratam certos assuntos. Compare-se o tratamento sobre a guerra atual e quando dos atentados de 11 de setembro de 2.001, nos EUA. Se hoje, dizem, a guerra não pode, não deve acontecer, e não pode haver nada de bom nela, quando dos atentados, ainda que os condenando, nas quatro primeiras linhas de qualquer coluna da época, o restante era simplesmente falando que os mesmos eram culpa dos próprios americanos, que eram reações, etc. e tal... Esse anti-americanismo rasteiro, sem consistência, infantil mesmo (tudo é culpa deles), simplesmente impede um debate maduro neste país. E não só para esta guerra. Para tudo mesmo. Afinal, nós só somos pobres porque eles são ricos...(valha-me Deus!)
Mas, enfim, assim as coisas se dão neste país. Quando há recusa em se pensar, restam os modelinhos prontos, os lugares-comuns, os slogans politicamente corretos para se colocar no lugar da inteligência.
Por fim, resta ressaltar a sagacidade e o bom humor das mulheres iraquianas. Quando viram nosso deputado federal, Dr. Rosinha, do PT do Paraná, passeando por lá às custas do nosso dinheiro (segundo ele para dar "solidariedade" e dizer aos iraquianos para que resistam bravamente), não se aguentaram e riram a valer da cara dele.
Fiquei feliz em saber que não sou o único...
posted by Chico |
21:31 Comentários:
A Ratoeira
por Bruno Tolentino
(...)
Não sei o que deu em mim
quando achei de me enfiar
que nem fita de cetim
neste bendito lugar !
Só depois de dar o laço
é que fui achar espaço
e tempo, tempo sem fim!,
para poder me queixar.
Mas não sei mais a que vim, mal sei ainda o que faço.
Faço versos, melodias
de minhas decepções,
e vou enchendo meus dias,
falando com meus botões,
com quem hei de conversar ?!
Dissimulo, assumo o ar
beato das confrarias
amargas que nem limões
e componho livrarias
com o intuito de me livrar...
posted by Chico |
20:17 Comentários:
Segunda-feira, Fevereiro 10, 2003
Para quem, como eu, não sabe mais viver sem "baixar" músicas pela Internet, é bom se preparar. As gravadoras estão endurecendo cada vez mais a luta contra o mp3 e as redes de fast-track (como o Kazaa, p. ex.). Desta vez elas se espertaram e resolveram lutar no território inimigo. E tem chances de vencerem por aí. Comecei a suspeitar disto semana passada. Soube do novo cd do Tony Bennett, em parceria com a K.D. Lang. Corri no Grokster (versão clone do Kazaa) e procurei as músicas. Todas apareceram facilmente. Contudo, quando fui ouví-las, as mais de 10 canções do álbum tocavam a mesma coisa. 40 segundos da mesma música, que acho que nem no disco está. E depois dos 40 segundos, ficavam mais uns dois minutos em silêncio. Teimoso, baixei umas dez versões de cada música. O mesmo desfecho. Desisti. Pensei comigo que os sistemas anti-pirataria estão ficando melhores. Assim, basta esperar mais umas semanas e algum hacker boa gente quebra o código. Mas algo me dizia que a coisa não era por aí. Afinal, como fazer com que se possibilite a alguém gravar o cd, mas com outra música no lugar daquelas que tocam normalmente ? Muito esquisito...
Eis que então, lendo a coluna do Álvaro Pereira Jr. na Folha de S. Paulo de 10/02, descubro que o mesmo ocorre com outras bandas e artistas. Desta vez, o colunista informa que tentou baixar o novo do Massive Attack e não conseguia ouvir nada, porque os minutos dedicados à canção eram silêncio absoluto. Ele informa então que isto se trata de uma tática das gravadoras. Elas agora, além de aperfeiçoarem os sistemas anti-pirataria, resolvem "melar" as trocas através dessas artimanhas. E é muito simples. Criam dezenas de arquivos falsos, nomeando como se fossem as músicas verdadeiras, e espalham como se fosse uma epidemia. Assim como os vírus, um computador pega de outro o falso arquivo e fica difícil chegar a algum que contenha o verdadeiro conteúdo. Tentam vencer pelo cansaço.
Tenho que admitir que esta tática é muito mais inteligente, barata e eficaz do que as milhares que já tentaram. Ficar processando os caras que fazem os programas de troca, não dá em nada, porque cai um, vem outro na sequência. Sistema anti-pirataria é outra furada. Não dura um mês e já descobrem o furo. Assim, a velha tática do cavalo de tróia pode dar certo. Desde que os amantes de música não sejam persistentes, é claro...
Mas vamos ao que interessa. Como não pegar um arquivo falso ? Na coluna do Álvaro ele informa que deve-se ficar de olho no tamanho do arquivo. Normalmente, os falsos são bem menores do que os verdadeiros. O problema é saber o tamanho do verdadeiro... Assim, se parecer muito pequeno, não arrisque. Outra dica, mais consistente, é que os falsos são disponibilizados com baixo "bitrate", ou seja, qualidade ruim. Normalmente, são os velhos 128 Kb. A dica, mais segura, é não baixar com menos de 160 Kb. O ideal, de cd, é de 320. Mais aconselhável, 192 Kb.
Contudo, acho que o negócio mesmo é sair baixando tudo que aparece. Uma hora você acerta. É o que está acontecendo comigo. Digito uma das músicas do Tony Bennett. Aparecem quarenta versões. Baixo todas (sim, tenho conexão banda larga). Não preciso ficar esperando terminar o download. Logo de cara, já dá para saber se o arquivo é falso ou não. Ou nada toca, ou depois dos 40 segundos, emudece. E vou indo. Das dez ou doze músicas do cd, consegui baixar só quatro, por enquanto. Mas eu sou bem teimoso. Acho que até o final da semana, consigo terminar.
posted by Chico |
22:07 Comentários:
Quarta-feira, Fevereiro 05, 2003
É tão inconcebível este fato ocorrido com aquele casal, que andando de carro, do nada, pararam, o marido sai, bate violentamente a própria cabeça no carro, arremessa seu filho de colo em um outro carro que vêm passando, enquanto a mãe pega sua filha pequena, a leva em direção a uma árvore e soca a cabeça da menina repetidas vezes contra o tronco. Só conseguem parar os pais aplicando injeções tranquilizantes.
Nos dias que se seguem, depoimentos médicos e de pessoas que conhecem o casal, parecem atestar que são normais, não bebem, não fumam, não se drogam. Teria sido um dia de fúria, como naquele filme com o Michael Douglas ? Não sei, sinceramente não sei.
Como nesse quadro pintado por Edvard Munch, o famoso "O Grito", ante um caso desses, só consigo ficar assim. Atônito, com o grito mudo, incapaz de compreender o próximo, quando tão longe ele consegue ir...
posted by Chico |
19:58 Comentários:
Terça-feira, Fevereiro 04, 2003
Eis a figura chamada Léo Jaime, comentarista de futebol do SBT. E olhem só a descrição que fazem dele, no site do próprio SBT (não me contive, obriguei-me a confirmar este fato absurdo) :
Flamenguista roxo, o cantor, compositor, ator e escritor Leo Jaime faz sua estréia como comentarista esportivo nas transmissões do Campeonato Paulista.
Creio que não seria demais acrescentar a este rol de ocupações deste ser, a epígrafe "picareta". Tanto faz se vier antes de cantor ou depois de escritor. A ordem dos fatores não altera o produto.
posted by Chico |
21:03 Comentários:
"Eu sou anticomunista desde os onze anos. E assumo minhas posições, mesmo quando, hoje, o intelectual virou esquerda porque essa é uma maneira do sujeito ser inteligente, de ser atual, de ser moderno e, principalmente, de se banhar na própria vaidade."
Nelson Rodrigues
posted by Chico |
14:56 Comentários:
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| camarote |
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